Famosos também sofrem
Sim,eu basicamente esqueci do meu blog.Não senti vontade de escrever ou nada parecido com isso.Não tinha o intuíto de aparecer por aqui tão cedo.Mas,essa semana devido a acontecimentos trágicos pensei seriamente em postar.E hoje a tarde,a vontade se intensificou.
Não gosto de falar de morte,porque eu não gosto basicamente de morte.Não gosto de enterro,não gosto de gente chorando e não acho nada bonito despedidas chorosas na boca do caixão.
Não vou á cemitérios há anos e juro que vou ignorar o máximo que eu puder as possibilidades de ir.Não aceito muito bem a morte e sei que vou pagar um preço absurdo daqui a algum tempo.
Eu sei.Tenho total consciência disso.Mas,eu gosto de ignorar os pensamentos sobre isso também.
Não sei que dia foi,porque eu não costumo guardar datas precisas,mas vi matérias sobre a morte do filhinho de 2 meses da Scheila Carvalho.Não que eu siga a vida dela de perto,pra falar a verdade.Mas,senti uma compaixão imensa pela sua perda.Como se eu pudesse fazer alguma coisa,como se eu pudesse dizer alguma coisa pra aliviar.Se eu tivesse as palavras certas...eu as diria.
Bem,resumindo eu senti uma pontada de dor,uma incredulidade absurda quando vi a notícia.É engraçado a gente pensar no artista como alguém imortal,alguém que tem filhos saudáveis sempre,enquanto,nós meros mortais estamos correndo o risco de termos filhos com problemas.Quando vi a notícia pensei:"A dor não faz restrições".Merecendo ou não seu pesado fardo,nós anônimos ou famosos a sentimos.Eu também daríamos o que temos e o que não temos para que coisas assim não acontecessem.
De noite,trancados em nossos respectivos quartos,anônimos e famosos são iguais.E a compaixão pelo seu sofrimento também.Concordo quando dizem que há males que vem para o bem.E acredito e torço,que no caso da Scheila seja exatamente isso.Não a conheço,o que certamente me faz cometer erros,mas ao mesmo sinto que a conheço.Não que eu entenda o que é perder um filho.Eu a entendo com o meu coração,e apesar de imaginar a dor e não saber como ela de fato é,sinto que eu poderia abraçar essa mulher e escutar a sua dor gritar em seu peito.
Porque,a realidade é que eu e ela,somos exatamente iguais.Iguais em nossas dores e em nossa força interior.Força,é só o que posso desejar,e acredito que ela não precisa tanto,ela tem bastante.Não a conheço,mas sinto.Isso é bem mais verdadeiro.
E essa semana teve mais um capítulo do livro "Famosos são gente como a gente".Morreram dois atores fantásticos que vão fazer uma falta enorme.Primeiro o brasileiro Luiz Carlos Tourinho que era ótimo.E depois Heath Ledger que até agora eu não estou acreditando e aposto que é uma daquelas piadinhas de mau gosto.Aposta tarde demais,porque é verdade.E foi uma surpresa.
Logo ele,que eu achava um pouco imortal.Um cara como ele,lindo,bom ator e sexy não poderia morrer,assim do nada.E ainda mais da forma nada glamurosa como foi.Por suicídio ou overdose.Eu nem sabia que ele usava drogas.Sabia que ele era um pai exemplar de uma menina linda de 2 anos e estava recém-separado.Era isso que eu sabia dele.E achava que era suficiente,me esquecendo de que ele era um ser humano também.
Me esquecendo de que talvez,ele estivesse cansado de toda essa fama e dessa loucura que é Hollywood.Talvez,ele quissesse apenas respostas como todos nós queremos e suamos a camisa pra encontrar.
São esses casos que fazem a redoma de vidro em torno dos ricos e famosos se quebrar.E mostrar a nós,pessoas miseravelmente comuns,que eles são tão humanos quanto nós.Sim,eles se cansam.E sim...eles também desistem.
É um bom pensamento quando estamos sentindo pena de nós mesmos.E sabe...a gente tem sorte de ter uma vidinha pacata e anônima.Não precisamos perder o nosso caminho ou a nossa essência pra ser feliz.E a nossa morte,ainda fica marcada no coração de quem a gente ama,porque neles que importa estar.
Pois é,a gente pode não passar o verão bebendo champanhe e comendo caviar em alguma praia podre de chique.Mas,uma coisa eu digo,temos sorte de não fracassar em frente ás telas de um noticiário.E sim,acredite em mim...a nossa dor ainda fica bem guardada.E isso...não há fama e dinheiro que pague.
Pensa nisso quando achar que você é diferente d-e-m-a-i-s da Lindsay Lohan ou de mais um perdidinho famoso.
Fora isso,os acontecimentos puramente trágicos do mundo real,o meu mundo está de ponta cabeça com a possível ida pra faculdade de Veterinária.Talvez,eu seja mais feliz do que em Jornalismo.E talvez,não.Tô pensando em não pensar nisso até o momento chegar.Acho que é assim que as coisas vão acontecer,simplesmente não pensando.

d**b - Everybody wants you - Josh Kelley.

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